terça-feira, 17 de maio de 2011

Vereador diz que Prefeitura se recusa a discutir sobre BRT com a sociedade

16/05/2011 - A Crítica.com

Em rápida apresentação em slides para os demais parlamentares na Câmara, Elias mostrou que o custo do quilômetro desse sistema é de R$ 17 milhões a R$ 26 milhões, enquanto que o do monotrilho é de R$ 70 milhões a R$ 130 milhões por km

O vereador Elias Emanuel (PSB) apresentou, na manhã nesta segunda-feira (16), o projeto básico do Bus Rapid Transit (BRT), na tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM) e afirmou que a bancada governista “está perdendo tempo em não trazer essa discussão para a Casa”.

O projeto, de autoria da Prefeitura Municipal de Manaus (PMM), é uma das alternativas de mobilidade urbana para a cidade, criada para atender às exigências da Federação Internacional do Futebol (Fifa) para a Copa do Mundo de 2014.

Elias Emanuel teve acesso a todo o escopo do BRT durante audiência pública, realizada na última quinta-feira (12), pelo Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), em parceria com o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea). De acordo com o parlamentar, a Câmara está atrasada nesse debate e essa ‘omissão’dos parlamentares da base do prefeito mostra que estão jogando contra a prefeitura e contra a própria cidade.

Além disso, Elias ressaltou que a própria prefeitura tem se recusado a debater o tema na Câmara Municipal, e na sua avaliação, perde a oportunidade de levar essa discussão à sociedade.

“A PMM está perdendo tempo em não discutir o BRT. A grande diferença entre esse sistema e o monotrilho é o valor da construção por quilômetro, mas o BRT tem uma área de desapropriação gigantesca na zona leste e isso tem sido ignorado”, disse o vereador.

Na audiência pública do sistema Confea/Crea, foi apresentado com riquezas de detalhes todo o cronograma e valores do Bus Rapid Transit. Em rápida apresentação em slides para os demais parlamentares na Câmara, Elias mostrou que o custo do quilômetro desse sistema é de R$ 17 milhões a R$ 26 milhões, enquanto que o do monotrilho é de R$ 70 milhões a R$ 130 milhões por km.

De acordo com o projeto, estão previstas várias desapropriações ao longo do percurso do BRT, que vai interligar as zonas leste a sul, saindo do T4 (Jorge Teixeira), passando pelo T5 (São José), até chegar ao Centro de Manaus. “Pelo que vi no projeto e pela explanação na audiência, esse sistema vai mexer drasticamente nas vias da cidade, principalmente na zona leste”, acrescentou o parlamentar.

Elias cobrou uma maior discussão do tema mobilidade urbana na Casa e, segundo informações do procurador federal Athayde Ribeiro da Costa, do Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM), este órgão ainda não se manifestou quanto à liberação das obras e recursos do BRT na cidade. Tanto esse sistema quanto o projeto do monotrilho, elaborado pelo governo do Estado, haviam recebido parecer negativo do MPF/AM e Ministério Público Estadual (MPE) quanto a liberação de recursos por parte da Caixa Econômica Federal (CEF).

Em aparte, o presidente da Câmara, Isaac Tayah (PTB), afirmou que deve ser realizado nos próximos dias, naquele Parlamento, um Fórum de debate para o transporte, onde serão discutidos os diversos projetos de mobilidade urbana em pauta, como BRT e monotrilho, onde serão mostrados quais benefícios e malefícios de cada modal. Elias Emanuel afirmou que vai repassar cópia do projeto básico do BRT para a Comissão de Transporte da Câmara.

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