segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Manaus pode ganhar estatal do Transporte


Entrave inicial pode ser o modelo de tarifas

Com aprovação do Ministério das Cidades, Manaus pode ser o primeiro município brasileiro a ter uma empresa estatal de transporte urbano. A medida, que custaria aproximadamente R$ 200 milhões, provenientes do programa Pró-Transporte, surge como uma solução para os atuais problemas causados pelas empresas privadas, consideradas deficitárias pela população.

De acordo com a prefeitura, o foco da nova empresa é preencher a deficiência de qualidade nos serviços prestados com relação à modernização e ampliação da frota e cumprimento de horários, com o intuito de evitar transtornos no período da Copa do Mundo, quando a cidade receberá milhares de turistas.

No entanto, a regulação da empresa poderá funcionar em parceria entre o poder público e privado, criando um sistema misto, mas com maior participação do município.

“A criação dessa empresa não significa dizer que o transporte público será todo estatizado, faremos um sistema misto, mas é importante que o município tenha uma companhia para evitar o caos, até para ser uma espécie de reguladora”, explicou Amazonino Mendes, prefeito da cidade.

De acordo com o chefe do executivo, a prefeitura local pretende realizar uma nova licitação para o transporte coletivo no prazo de um mês, mas está enfrentando problemas pela falta de interesse de outras empresas, além daquelas que já operam no atual sistema.

“O que inibe uma maior participação é a desconfiança com relação à tarifa. As empresas temem interferência do judiciário e isso pode complicar. São fatores psicológicos que afastam os investidores”, declara Mendes, frisando que na falta de interessados, a prefeitura suprirá a lacuna com ônibus estatais.

Segundo o prefeito, a cidade busca um modelo ideal que sustente a qualidade de maneira permanente. “Queremos evitar o colapso. O transporte coletivo e o sistema viário serão as maiores preocupações da prefeitura inclusive para o período após a realização dos jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2014”.

BRT

O prefeito esclareceu que a licitação para a empresa estatal não se confunde com a implantação do (BRT) Bus Rapid Transit, que consiste na construção de corredores exclusivos ligando a zona leste ao Centro de Manaus, orçado em R$ 630 milhões.

“Nosso planejamento é adquirir ônibus articulados e bi-articulados visando o BRT que vai atender a Copa de 2014”, disse Amazonino, se referindo ao projeto, que deverá ser implantado na cidade, ligando a Zona Leste ao Centro.
 

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